Os vibradores como aliados vs a menopausa

A menopausa afeta consideravelmente a vida sexual das mulheres. Entre 45 e 55 anos, hormônios como o estrogênio e a progesterona deixam de ser produzidos e essa ausência pode gerar sintomas como a falta de lubrificação, a atrofia vaginal e consequentemente dor no ato sexual. Mais mulheres estão vivendo a fase da menopausa. Hoje, uma mulher de 50 anos quer ter uma vida sexual prazerosa. Mudou tudo. Além dos tratamentos já consolidados – que tem como base a terapia hormonal -, existem uma série de estudos no sentido de melhorar a qualidade da vida sexual da mulher nessa fase. Essas investigações têm suscitado o uso do vibrador como método de provocar o fluxo sanguíneo local e aumentar o trofismo vaginal. É recomendável o uso do vibrador de três a quatro vezes por semana. A falta de estrogênio no corpo durante a menopausa diminui o fluxo de sangue na região pélvica e o acessório atuaria justamente para aumentar esse curso sanguíneo. Atualmente, as mulheres vivem mais de um terço de suas vidas após a menopausa. Por isso, problemas sexuais associados à diminuição de estrogênio são cada vez mais comuns. A queda de estrogênio está diretamente relacionada ao trofismo vaginal que afeta principalmente a qualidade da relação sexual. Dor, sensação de secura e aumento de incidência de infecção urinária são comuns nessa fase. O cheiro também muda, “é um odor mais forte”, e o líquido que a vagina produz fica com uma cor mais amarelada. A mucosa vaginal é composta por sete a dez camadas de células e tem aspecto rugoso, o que propicia lubrificação e boa elasticidade. Na menopausa, essa mucosa é reduzida a uma ou duas camadas de células – as mais profundas – e fica fina, sensível, além de perder elasticidade e lubrificação. As glândulas também se atrofiam com a falta de estrogênio e falta fluxo sanguíneo na vagina. A hipótese de que uso do vibrador possa atuar nos sintomas de secura e atrofia vaginal durante a menopausa deve ser visto com ressalva já que não existem estudos consolidados que corroborem essa eficácia. A primeira linha de tratamento é a hormonal. A mulher também tem a opção de usar hormônios locais ou cremes lubrificantes, mas alerta: O tratamento é individual e cada mulher deve ser acompanhada de perto por um especialista. Os exercícios para a musculatura pélvica também têm esse efeito de melhorar a circulação sanguínea. Teria até um efeito melhor, ativo. No caso do vibrador, a mulher faz menos esforço. Os exercícios para o períneo atuam ainda no sintoma da incontinência urinária, também comum nessa fase da vida da mulher. Tabu O uso do acessório é bem visto por quebrar uma série de tabus, pela oportunidade que ele dá à mulher de se manipular mais e, talvez, esse autoconhecimento possa melhorar a qualidade da vida sexual. Cuidados Adriana Lucena lembra que vibrador é pessoal, cada mulher precisa ter o seu e o instrumento precisa ser bem higienizado antes do uso. Não tem esterilizador melhor que água e sabão. Nunca se deve guardar o acessório sem lavar. “O uso de preservativo no vibrador também evita o risco de proliferação bacteriana O uso do lubrificante nessa fase também é aconselhável. Não só no uso do vibrador, mas em qualquer coisa que penetra a vagina – seja em um exame, alguma medicação ou o próprio pênis. A vagina atrófica é mais sensível. Além de a secura vaginal gerar dor no ato sexual, o contato do pênis com a pele ressecada pode provocar algum trauma. A repetição do traumatismo vaginal pode ocasionar a recorrência de infecção urinária. A incontinência urinária pode ser tratada com o fortalecimento da musculatura pélvica através de exercícios localizados.